Champagne e espumante: qual a diferença?

Champagne e espumante: qual a diferença?

Champagne e espumante: qual a diferença?

Você sabe qual a diferença entre champagne e espumante? A confusão entre os termos é muito comum entre os degustadores e você provavelmente não é o único a ter dúvidas em relação a isso.

Para começar, é importante deixar claro que “todo champagne é espumante, mas nem todo espumante é champagne.”

O nome espumante é dado a todo vinho que sofre duas fermentações naturais. A primeira delas é a fermentação alcoólica, comum de todos os vinhos, que transforma o açúcar da uva em álcool e que ocorre em tanques ou barris de carvalho.

A segunda, que é quando o espumante adquire a efervescência, pode ocorrer em tanques de aço inox pressurizados (método charmat) ou pode ser feita na própria garrafa (método champenoise ou tradicional/clássico).

Em função disso, os espumantes podem ser produzidos em diversas localidades, com diferentes processos e uvas.

Agora, vamos ao termo polêmico: champagne. Resumidamente, o champagne (ou champanhe) é um vinho branco espumante produzido na região de Champagne, nordeste da França.

Para receber essa nominação, a bebida deve ser produzida na região administrativa de Champagne-Ardenne e deve ser feita com uvas Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay – cultivadas dentro desta região delimitada, respeitando rigorosos métodos de produção.

O nome champagne é uma Dominação de Origem Controlada – AOC – das mais rigorosas da França, instaurada em 1927 e protegida com grande vigilância.

O controle é tão rigoroso que existem até exemplos de casos como o da Comuna de Champagne, local com 660 habitantes, situado na Suíça, que teve que deixar de mencionar o nome Champagne nos vinhos (não espumantes) produzidos em seu território, segundo um acordo internacional entre a Suíça e a União Européia em dezembro de 1998.

Pela mesma razão, a empresa de alta-costura Yves Saint-Laurent teve que interromper o lançamento de um perfume que tinha chamado de Champagne. A nomenclatura teve de ser modificada e o perfume foi comercializado com nome de Yvresse.

Champanhe no Brasil

Enquanto alguns precisaram abandonar a nomenclatura, no Brasil, mais precisamente na serra gaúcha, a vinícola Peterlongo conseguiu, nos anos 1970, autorização do Supremo Tribunal Federal para manter a denominação champanhe em seus rótulos.

O fato aconteceu porque a bebida começou a ser produzida aqui, com o processo exigido, antes da regulamentação de 1927.

A Vinícola Peterlongo obteve, então, direito à utilização e divulgação do nome na apresentação de seus produtos de acordo com a lei 78.835, após um processo movido por uma empresa francesa.

É por isso que a nossa Elegance Champenoise Brut é considerada o primeiro champagne do Brasil. Elaborada a partir de cortes nobres das variedades Chardonnay e Pinot Noir, com coloração dourada, perlage fino e persistente, a bebida apresenta aromas complexos com notas de frutas maduras e sabor harmonioso e atende aos mais exigentes paladares, com requinte e sofisticação.

 

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